Olááá! Um texto de reflexão na semana do Dias das Mães...
Deus, tenho uma pergunta: Por que amas a teus filhos? Não quero ser irreverente, mas só os céus sabem quanta dor temos causado a ti. Por que nos toleras? Tu nos dá o ar cada vez que respiramos, mas te agradecemos? Tu nos dás um corpo inigualável, mas te louvamos?
Raramente.
Reclamamos do tempo. Não se passa nem um segundo sem que alguém, em algum lugar, use teu nome para xingar um dedão martelado.
(...)
Dá-nos o céu azul e pedimos chuva. Dá-nos a chuva, e exigimos sol.(...)
Poluímos o mundo que nos emprestaste. Maltratamos o corpo que nos deste. Ignoramos a Palavra que nos enviaste. E matamos o Filho em que te tornaste. Somos bebês mimados que batem e chutam, fazem manha e blasfemam. Tem todas as razões para nos abandonar. (...) Mas fazes isso?
Vejo a resposta no nascer do sol. Ouço a resposta no bater das ondas. Sinto a resposta na pele de uma criança. Pai, teu amor nunca cessa. Jamais. Mesmo que te rejeitemos, desconsideremos-te, ou te desobedeçamos, não mudarás. (...)
Teu amor nunca cessa. Como explicá-lo?
Talvez a resposta esteja noutra pergunta.
Mães: Por que vocês amam seus recém-nascidos? Durante muitos meses, esse bebê lhe trouxe sofrimentos. Ele lhe encheu de espinhas, (...) ele lhe chutou a barriga. Ele ocupou um espaço que não era dele, e comeu alimentos que não preparou.
Você o manteve aquecido. Você o manteve seguro. Você o manteve alimentado. Mas será que ele agradeceu?
Você está brincando? Mal saiu da barriga, já começou a chorar!
(...)
Ele nem disse que estava chegando. Simplesmente veio. E que chegada! Ele a transformou numa selvagem. Você gritou. Você praguejou. Você cerrou os dentes e rasgou os lençóis. Suas costas doem. A cabeça lateja. Seu corpo molhado de suor. Todos os seus músculos retorcidos e estirados.
Você devia estar brava. Mas está?
Longe disso. Em seu rosto há um amor maior que a eternidade. Ele não fez nada por você; mas você o ama. Ele trouxe sofrimento para seu corpo e náuseas para suas manhãs, msmo assim, é o seu tesouro. (...)
Por quê?
Por que é o bebê dela? Mais que isso. É o sangue dela. É a carne dela. Os dentões dela e a espinha dela. É a esperança dela. É o legado dela. Não importa que o bebê não dê nada a ela.
Ela sabe que os bebês não pedem para vir ao mundo.
E Deus sabe que também não pedimos.
Somos idéia dEle. Somos dEle. Seu rosto. Seus olhos. Suas mãos.
(...) Ele nos ama. Infinitamente. Nada pode nos afastar do amor de Cristo. (Romanos 8:38,39).
(...)
Você acha que Ele o amaria mais se você não tivesse feito tal coisa? Você acha que Ele o amaria mais se você fizesse mais coisas? Você acha que se você fosse melhor, o amor de Deus seria mais profundo? Errado. Errado. Errado.
O amor de Deus não é humano. O amor de Deus não é normal.
(...)
O ego de Deus não precisa de argumentações. O amor de Deus não precisa de sustentação.
E Ele não poderia amá-lo mais do que ama neste exato momento.
(Extraído e adaptado do Livro Ouvindo Deus na tormenta, de Max Lucado)
Bjs, a todas e Feliz Dia das Mães!!
